SANTO VIVO - ESTUDOS BÍBLICOS
Estudo do Livro dos Juízes

ESTUDO DO LIVRO DOS JUÍZES

J. DIAS

AUTOR
Segundo a tradição judaica, Samuel teria escrito o livro, mas na realidade sua autoria é desconhecida. É possível que ele tenha inserido alguns dos relatos do período dos juízes, mas não há certeza sobre isso.  

DATA

Não se pode determinar com certeza uma data da composição do livro. Os fatos que se seguem de algum modo satisfarão a curiosidade do leitor. Todas as escolas de crítica atuais reconhecem a grande antiguidade do cântico de Débora, pertencente a mesma época dos acontecimentos nele celebrados. A primeira parte, a segunda e a maior porção do livro, não poderiam ter sido escritas senão depois da morte de Sansão (16.30-31). A expressão frequente “Naquela época não havia rei em Israel” (17.6; 18.1; 19.1; 21.25) faz supor uma data após o estabelecimento da monarquia. O Tabernáculo já não estava em Siló, quando o livro foi escrito (18.31). A menção acerca do cativeiro da terra (18.30), tem sido interpretada como uma referência à invasão de Tiglate-Pileser da Assíria (2 Reis 15.29), ou a deportação das dez tribos em seguida à queda de Samaria. Esta explicação entra em conflito com a narração paralela, "Todo o tempo que a casa de Deus esteve em Siló" (18.31). Ainda mais: as circunstâncias históricas dos reinados de Davi, Salomão e Jeroboão, não favorecem a ideia de que a imagem da casa de Micas continuasse a ser adorada até o tempo da Tiglate-Pileser. Portanto, muitos intérpretes opinam que a expressão "cativeiro da terra" se refere à tomada da arca pelos filisteus.

A informação de que os Jebuseus ainda controlavam Jerusalém (1.21) tem sido entendida como indício de um período anterior à tomada da cidade por Davi (2Sm 5.6-10). Mas as novas condições em Israel aludidas nos capítulos de 17 a 21 denunciam um período posterior ao estabelecimento efetivo da dinastia de Davi (Século X a.C.).

 

O livro abrange a história dos primeiros trezentos e cinquenta anos de Israel na Terra Prometida. Vai da morte de Josué até a magistratura de Samuel, de 1400 a 1100.

 

CONTEXTO DA ÉPOCA

A Idade do Bronze Tardio II testemunhou impérios que lutavam em pé de igualdade assumindo o poder alternadamente. Enquanto egípcios e hititas disputavam o controle das rotas comerciais e dos portos lucrativos da região siro-palestina, o Império de Mitani e, mais tarde, os assírios representavam o terceiro centro político. Embora alguns dos reis mais poderosos e distintos da história tenham dominado nessa época, o livro de Juízes não os menciona. Como o território ocupado pelos israelitas se limitava à região montanhosa longe das principais rotas comerciais, os conflitos dos impérios provavelmente tiveram pouco impacto sobre eles. Todavia o mais importante é que o narrador de Juízes parece pouco interessado nas implicações teológicas da história, o que lhe permite considerar acontecimentos internacionais de destaque supérfluo para seu propósito.

 

Tudo isso mudou de modo dramático em uma série de fatos tradicionalmente atribuídos à invasão dos povos do mar contra o Antigo Oriente Médio desde o Mediterrâneo, no final do século XIII a.C. O impasse terminou quando o Império Hitita caiu, os egípcios reincidiam em conflitos internos e o comércio que os impérios tentavam controlar pela expansão militar foi arruinado na destruição de diversos portos prósperos. O resultado foi um vácuo político no qual não havia ameaça de potências internacionais aos povos da Palestina. Isso abriu caminho para a influência crescente dos filisteus (Um dos grupos dos povos do mar que se estabeleceram na costa Sul da Palestina) e a infiltração das tribos dos arameus vindas do nordeste, as quais se tornaram a força política dominante no período da monarquia israelita.

 

CONTEXTO CULTURAL

Quando os israelitas entraram em Canaã, encontraram não uma nação, mais várias cidades-Estado com governos próprios. Ocasionalmente as cidades-Estado se aliavam, mas em geral preferiam se associar a grandes potências, especialmente Egito, que muitas vezes dominou a região. A coincidência de algumas cidades encontradas em cartas de Amarna, capital do antigo Egito, revela que elas nem sempre receberam auxílio egípcio quando esperavam ou precisavam, e que enredavam umas às outras em conspirações contra os faraós. Todavia, as narrativas do livro de Josué mostram que se necessário elas podiam agir em conjunto contra um inimigo comum.

 

TEMA

O livro de Juízes abrange a vida de Israel na Terra Prometida desde a morte de Josué até a ascensão da monarquia. De um lado o relato da apostasia frequente, a qual provocava o castigo divino. De outro, trata dos apelos urgentes a Deus em momentos de crise, comovendo o Senhor a ponto de levantar líderes (juízes) por meio dos quais rechaçaria os opressores estrangeiros e restauraria a paz á terra.

 

Depois de Israel se estabelecer na Terra Prometida por atuação de Josué, finda-se a peregrinação. Muitas das promessas que Deus fizera aos patriarcas, segundo a aliança, agora tinham sido cumpridas. O povo de Israel já estava na terra, agora só faltava ocupá-la, desalojar as nações pagãs e purificá-la.

 

Mas, após a morte de Josué, Israel esqueceu rapidamente dos atos de Deus para com eles. Ajuntou-se aos povos que não foram expulsos de Canaã, como os cananeus e começaram a praticar a adoração a deuses estranhos, praticando as crenças, costumes e práticas religiosas das nações ao seu redor.

 

O autor acusa Israel de reiteradas vezes haver rejeitado a soberania de Deus, voltando-se para os deuses de Canaã. Buscando nesses deuses bênçãos para seus lares, suas lavouras e seu gado.

 

Que tragédia! Dois males cometeram o povo escolhido: deixaram seu Deus, “o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retém águas” (Jeremias 2.13). Portanto a mensagem central do livro é que o problema não foi causado pelo Senhor, mas pela desobediência insistente de Israel, como é caracterizado pelo constante refrão: “Então fizeram os filhos de Israel o que era mau perante o Senhor” (2.11; 3.7, 12; 4.1; 6.1; 10.6; 13.1).

 

Semeando e colhendo. A lei da semeadura é real, aquilo que plantamos colhemos. Assim se sucedeu depois da morte de Josué. Deixaram de observar a Palavra de Deus e eram guiados pela razão, “Naqueles dias não havia rei em Israel; cada um fazia o que achava mais reto” (21.25).

 

Somente ao empregar de modo soberano a opressão de nações estrangeiras para castigar o povo, pondo assim em prática as maldições segundo a aliança (Lv 26.14-45; Dt 28.15-68), e ao levantar libertadores por causa do clamor do povo, é que o Senhor conservava sua condição de Rei de Israel e impedia a extinção dos israelitas.

 

A seção central de Juízes (3.7 a 16.31), que constitui a maior parte do livro, faz uso considerável da repetição. O autor descreve uma sequencia repetitiva de eventos. Os israelitas praticavam o que era mau diante de Deus, voltando-se para servir a outros deuses. Deus ficava irado e os entregava na mão dos opressores. Eles clamavam por socorro e o Senhor fazia surgir juízes para livrá-los. O juiz trazia paz, mas logo após a morte deste, o povo voltava aos mesmos pecados. Isso prova o quanto os israelitas eram impenitentes.

 

Gideão levanta a questão que é central em Juízes: “Se Deus é conosco, porque nos sobreveio tudo isto?” (6.13). Deuteronômio já advertira que o resultado do afastamento de Deus para servir aos ídolos seria o tipo de sofrimento que sobreveio durante o período dos juízes.

 

Duas histórias são acrescentadas ao livro dos Juízes (17.1 – 21.15) na forma de epílogo. O propósito dessas apêndices não é estabelecer um final ao período dos juízes, mas descrever a corrupção religiosa e moral existente nesse período. A primeira história ilustra a corrupção na religião de Israel: 

1 - Mica estabeleceu em Efraim uma forma pagã de culto ao Senhor, a qual foi adotada pela tribo de Dã quando estes abandonaram o território que lhes coube por herança e migraram para o norte de Israel.

2 - A segunda história no epílogo ilustra a corrupção moral dos israelitas, ao relatar a infeliz experiência de um levita em Gibeá, no território de Benjamim, e a consequente guerra benjamita. Aparentemente, o propósito desta seção final do livro é ilustrar as consequências da apostasia e anarquia nos dias em que “não havia rei em Israel”.

Com suas palavras precisas e preciosas, Myer Pearlman, em seu livro “Através da Bíblia Livro Por Livro”, conclui que “a história do livro pode resumir-se em quatro palavras: Pecado, Servidão, Arrependimento, Salvação”.

 

ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO

A primeira parte do livro demonstra a incapacidade de Israel de seguir as ordens do Senhor de limpar a terra dos cananeus. Como resultado, a terra não foi possuída nem controlada pelos israelitas, embora tenham recebido formalmente controle sobre ela por meio de conquistas. Esse fracasso em eliminar os cananeus causou a apostasia de Israel que caracterizou o período dos juízes. O livro de Josué mostra que o Senhor não podia ser culpado de deixar o serviço pela metade. O capítulo 1 de Juízes também descarta essa possibilidade. O Senhor recusou-se a expulsar os habitantes por causa da desobediência do povo, argumento usado no discurso do “Anjo do Senhor” no final da primeira parte (2.1-5).

 

A segunda parte (2.6 – 3.6) apresenta os ciclos da estrutura teológica do período. O uso de formulas em quase todos os ciclos demonstram que é o padrão típico. Primeiramente o povo fez o que o Senhor reprova, iniciando a adoração aos deuses dos cananeus. A reação do Senhor era castigá-los por meio de opressores estrangeiros.

 

Depois de cansados da opressão o povo clamava ao Senhor, mas em nenhum dos ciclos lemos que o povo se arrependeu. Eles pediam ajuda, mas com exceção de 10.10-16, não há indícios de que arrependimento ou reforma tenha acompanhado o pedido de socorro. Mesmo assim o Senhor levantava um libertador num ato de compaixão que garantia a salvação enquanto este vivesse, mas o ciclo de desobediência recomeçava após a morte do juiz.

 

O ciclo da completa apostasia começa no capítulo 2 e seguido de seis repetições completas nos capítulos de 3 a 16. A maior intromissão disso é o capítulo 9, que relata a ocasião em que Abimeleque, um dos filhos de Gideão, tentou se tornar rei. Essa tentativa malsucedida serviu de advertência prévia aos israelitas de que eles ainda não estavam preparados para a monarquia.

 

Os capítulos de 17 a 21 demonstram que Israel, apesar desse ciclo de apostasia humana e livramento divino, foi incapaz de estabelecer uma ordem justa e social. Não havia base coerente para ética, dignidade e moralidade. O livro termina com uma cena deprimente, a quase extinção da tribo de Benjamim.

 

OS JUÍZES

O título “Juízes” refere-se aos homens que Deus levantou no período anterior a Samuel a fim de livrar Israel de seus opressores (2.11-19). A tradução “juízes” e “julgar” que se convencionou dar ao substantivo e verbo hebraicos pode causar alguma confusão aos leitores modernos, uma vez que os juízes de Israel foram líderes militares e políticos, e não presidentes de tribunais. Débora é a única dentre os juízes a quem se atribui uma função judicial no sentido comum (4.4-5).

 

O cargo de juiz nesta fase da história de Israel, não é fácil de definir. Os juízes não eram eleitos pelo povo nem herdavam sua função. Não eram designados por um oficial, nem eram ungidos. São denominados líderes carismáticos porque assumiam um papel de liderança, espontaneamente, conforme se fizesse necessário na ocasião. Assim, é correto afirmar que Deus levantava juízes para livrar Israel.

 

Há poucas informações sobre qualquer tipo de função espiritual. A situação de Débora não esclarece a questão, pois ela é denominada profetisa. Os juízes não tinham relação com o tabernáculo nem também com a Arca da Aliança.

 

Apesar de o narrador dizer que Deus levantou juízes, existem poucas evidências de que tenham sido escolhidos com base na espiritualidade. Gideão, Jefté e Sansão reconheceram o Senhor em palavra e agiram em seu nome. Entretanto possuíam um histórico manchado. Gideão foi culpado da adoração imprópria ao manto sacerdotal que fez (8.27), Jefté fez um voto de tolo. Sansão se envolveu com mulheres filistéias, arruinando assim sua capacidade de realizar com êxito sua tarefa de libertador.

 

Devemos concluir que a intenção não era fazer dos juízes modelos de espiritualidade, nem considerar sua conduta critério para a escolha divina. Na verdade o texto não mostra essas implicações. Isso não quer dizer que não tenham agido pela fé; pelo contrário, a advertência era para não serem colocados num pedestal de santidade.

 

É provável que alguns juízes tenham exercido apenas jurisdição local, ou seja, em sua cidade, mas é difícil comprovar essa afirmação. Atualmente os estudiosos fazem distinção entre juízes “menores” e “maiores”, embora essa divisão reflita apenas a importância histórica ou a extensão da influencia ou jurisdição. A designação “maior” é usada para juízes diretamente ligados aos ciclos do livro (Otniel, Eúde, Débora, Gideão, Jefté e Sansão). Estes também são juízes aparentemente levantados por Deus para tarefas específicas.

 

Os ciclos formam as seguintes narrativas, desenvolvidas em torno dos juízes principais:

1.     Eúde (3.12-30), herói solitário da tribo de Benjamim, livra Israel da opressão do leste.

2.     Débora (caps. 4 e 5), mulher da tribo de Efraim é juíza num período em que Israel está sendo devastado por uma coligação de cananeus sob o comando de Sísera.

3.     Gideão ocupa a narrativa central (caps. 6 – 9). Em muitos aspectos Gideão é o juiz ideal, fazendo lembrar Moisés.

4.     Jefté (10.6 – 1.7), socialmente repudiado pela tribo de Manassés, é juiz numa ocasião em que Israel está sendo ameaçado por uma coligação de potências lideradas pelo rei Amom.

5.     Sansão (Caps 13 – 16), herói solitário da tribo de Dã, livra Israel da opressão dos filisteus.

 

A disposição dessas unidades narrativas é relevante. Os relatos centrais de Gideão e seu filho Abimeleque formam um núcleo entre as narrativas paralelas de Débora, a mulher, e Jefté, o marginalizado. E essas estão dentro da moldura histórica dos heróis solitários Eúde e Sansão.

 

Foram quinze os juízes que julgaram Israel: Otniel, Eúde, Sangar, Débora, Baraque, Gideão, Tola, Jair, Jefté, Ibsã, Elom, Abdom, Sansão, Eli e Samuel. (Abimeleque, que se intitulou rei, não pode ser considerado juiz). Os principais juízes foram Débora, Gideão, Sansão e Samuel.

 

O último juiz, Samuel, era também profeta e sacerdote. Em uma mensagem do livro, Deus é chamado de “Juiz” (11.27).

 

Não sabemos por quanto tempo governaram, mas deve ter sido por uns 350 anos. Sem dúvida esses juízes não se sucederam ininterruptamente. É provável que fossem constituídos libertadores em diferentes ocasiões e lugares, e o período de um podia coincidir com o de outro.

 

A JUÍZA DÉBORA

Débora foi uma dessas mulheres cujo coração arde de entusiasmo quando o desânimo domina o povo.

 

Israel vivera oprimido por vinte anos (4.3). A opressão fora terrível na mão de Jabim rei de Canaã que reinava em Hazor. Seu capitão Sísera era quem comandava a escravidão em Israel. O povo clamou ao Senhor e Deus respondeu. Débora, profetisa, conquistou a confiança do povo e foi constituída juíza. Débora chamou Baraque para ajudá-la, e juntos libertaram Israel da opressão.

 

A APOSTASIA DE ISRAEL

Ao lermos os livros do pentatêuco e Josué, podemos perguntar como os israelitas tornaram-se tão corruptos. O Senhor preparou sua fuga do Egito por meio das pragas, dividiu o mar diante deles, deu-lhes a Lei no Sinai, sustentou-os no deserto e os levou à terra de Canaã onde os estabeleceu. Como puderam desprezar tudo isso e adorar outros deuses?

 

Para entender a questão, devemos lembrar que o legado de Israel incluía apenas um momento muito experimental. Embora Javé fosse considerado seu patrono, não havia mandamentos anteriores ao Sinai de que o povo pudesse adorar só a Ele. Os profetas nos informam que mesmo no deserto os israelitas adoraram outros deuses (Am 5.25,26; Jr 7.24-27), e não temos motivos para supor que o monoteísmo fosse praticado nos 400 anos de Egito. Consequentemente, é claro que o Sinai apresentou a Israel um conceito novo: a adoração exclusiva de um único Deus.

 

Em segundo lugar, devemos reconhecer a diferença entre o monoteísmo ordenado no Sinai e o politeísmo do Antigo Oriente Médio envolvendo um grande número de deuses. O monoteísmo oferecia uma perspectiva totalmente nova da divindade. Nesse sistema, Deus é o poder supremo no universo. Não é subordinado a nada e a ninguém. Não se manifesta em fenômenos naturais, embora controle toda a natureza. É moral e coerente e exige conduta moral e justa. É autônomo e, portanto, não pode ser manipulado por rituais de culto.

 

A questão é que os israelitas ainda estavam imersos nos antigos conceitos pagãos. A religião cananéia pode ser conhecida por meio das tabuinhas encontradas na cidade portuária de Ugarite da época dos juízes. Cada deus possuía sua área de atuação e influência e estava sujeito aos decretos da assembleia dos deuses maiores. Também havia um poder acima deles que podia ser apropriado por eles a um menor grau, por homens e mulheres mediante a adivinhação. Os deuses eram contratados e se manifestavam por intermédio das forças da natureza. Eram excêntricos e imprevisíveis e, de nenhuma forma, propensos à conduta moral. Em geral, suas exigências eram de ordem ritual, e se acreditava que o templo e os sacrifícios satisfaziam suas necessidades. E como tinham necessidade e dependiam dos seres humanos para supri-las, podiam ser manipulados.

 

Estes dois conceitos de divindade, o monoteísmo israelita e o politeísmo cananeu, eram incompatíveis. O conceito monoteísta aceito em teoria no Sinai envolvia ajustes filosóficos que a maior parte do povo jamais havia feito. Quando os israelitas chegaram à terra e se espalharam pelos respectivos territórios, a já estabelecida religião cananéia influenciou-os em seu conceito sobre Deus. Além de adoraram os deuses cananeus, tratavam o Senhor como divindade pagã, conforme os profetas indicaram muito tempo depois.

 

Se as primeiras gerações não conseguiram se manter teologicamente distintas, não é de se admirar que o problema tenha durado por muito tempo, pois o sistema se estabelecera de forma que a lei fosse transmitida no ambiente familiar (Dt 6.4-9). Embora seja evidente que Israel se lembrasse da sua história no período dos juízes (6.13; 11.14-27), há poucos indícios de que o povo conhecia a Lei. O sacerdócio era culpado dessa negligência (17 – 21; 1Sm 2 – 4), e seu fracasso deve ter apressado o declínio da influência sacerdotal.

 

ESBOÇO DE JUIZES

I. Prólogo: As condições em Canaã após a morte de Josué 1.1-3.6

Continuação das conquistas pelas tribos de Israel 1.1-26
Conquista incompletas da terra 1.27-36
A aliança do Senhor é quebrada 2.1-5
Introdução ao período dos juízes 2.6 –3.6

II. História de opressões e libertações durante o período dos juízes 3.7-16.31

Opressão mesopotâmica por meio de Otniel 3.7-11

B) Opressão moabita por meio de Eúde 3.12-30
C) Opressão filistéia e libertação por meio de Sangar 3.31

Opressão cananita e libertação por meio de Débora e Baraque 4.1-5.31
Opressão midianita e libertação por meio de Gideão 6.1– 8.35
Breve reinado de Abimeleque 9.1-57
Carreira de Tola como Juiz 10.1,2
Carreira de Jair como Juiz 10.3-5
Opressão amonita e libertação por meio de Jefté 10.6 –12.7
Carreira de Ibsã como juiz 12.8-10
Carreira de Elom como juiz 12.11,12
Carreira de Abdom como juiz 12.13-15
Opressão filistéia e libertação por meio de Sansão 13.1-16.31

III. Epílogo: Condições que ilustram o período dos juízes 17.1-21.25

Apostasia: A idolatria de Mica e a migração dos danitas 17.1 –18.31
Imoralidade: Atrocidade em Gibeá e a guerra benjamita 19.1-21.15


FONTES

Panorama do Antigo Testamento – Modulo de Teologia – FTB

Panorama Bíblico Avançado – Módulo de Teologia do ITQ

Bíblia de Estudo de Genebra – Soc. Bíblica do Brasil

Estudo Panorâmico da Bíblia – Ed. Vida

Panorama do Antigo Testamento – Ed. Vida
Novo Dicionário da Bíblia John Davis - Editora Hagnos 

Bíblia Plenitude – Soc. Bíblica do Brasil


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