SANTO VIVO - ESTUDOS BÍBLICOS
Estudo do Livro de Jó

ESTUDO DO LIVRO DE JÓ


QUEM ERA JÓ

Patriarca que vivia na terra de Uz (1.1). O livro de Jó revela a cultura da época dos patriarcas. Não é uma alegoria; Jó é uma pessoa tão real como Noé e Daniel, sendo citado ao lado deles (Ez 14.14). É citado também como um exemplo de paciência que não seria provável se fosse uma pessoa fictícia (Tg 5.11). Todas as pessoas e lugares são mencionados de uma maneira que não se encontra em alegorias. Os primeiros dois capítulos e os últimos onze versículos são prosa; o resto permanece como “o maior poema da literatura do mundo”.

 

AUTOR

Embora a maior parte do livro consista nas palavras de Jó e de seus amigos, a relação entre a narrativa inicial e o conteúdo das discussões entre Jó e seus conselheiros, deixa claro que Jó não foi o autor. Se ele soubesse o que aconteceu no encontro de Deus com seus filhos, não haveria razão para o debate que procura estabelecer se Jó era culpado do seu sofrimento por conduta pecaminosa.

 

Várias são as hipóteses levantadas quanto à autoria do livro. A tradição judaica (Baba Bathra 14b e 15ª) declara que o autor foi Moisés, outros estudiosos também atribuem a autoria do livro a Moisés, alguns atribuem a Eliú e há os que acreditam ter sido Salomão o autor.

 

Podemos dizer que Deus usou um poeta habilidoso, da própria comunidade de Israel para escrever esse livro formidável. O autor desconhecido provavelmente tinha acesso às fontes orais ou escritas da época patriarcal, com base nas quais, sob inspiração divina, compôs o livro que chegou até nós. É lógico que o material que forma o conteúdo do prólogo forçosamente precisa ter sido revelado a ele por Deus, por conter informações que somente Deus poderia saber.

 

Sabe-se que o autor foi um israelita, uma vez que ele se refere a Deus pelo nome da aliança, “Javé”, enquanto Jó e seus amigos (1.1) usam termos como “Deus” e “Todo-Poderoso”.

 

DATA

Pelo o que se sabe este livro talvez seja uma das mais antigas obras literárias em existência. É considerado um dos mais antigos, senão o mais antigo livro da Bíblia. Mas, alguns estudiosos o colocam em data bem mais recente como a época do exílio babilônico.

 

A descoberta de um Targum (paráfrase aramaica) de Jó do século I ou II a.C. (o mais antigo Targum escrito), torna altamente improvável uma data muito avançada para a autoria.

 

O caráter literário do Livro de Jó inspirou o grande literato, Tomás Carlyle, a escrever: “Este livro, seja qual for o juízo dos críticos sobre ele, é uma das mais grandiosas obras que se tem escrito”. Vitor Hugo declarou: “O Livro de Jó é, provavelmente, a obra-prima da mente humana”.

 

Composições similares ao livro de Jó aparecem em fontes da Mesopotâmia e Egito da época do Antigo Testamento. Uma delas de título “Um Diálogo Sobre a Desgraça Humana”, versa sobre um conselheiro que critica um sofredor por sua impiedade enquanto o sofredor debate-se com o caráter dos deuses. O formato literário de Jó, que consiste de um prólogo em prosa, um diálogo poético e um epilogo também em prosa, não é estranho entre os documentos do antigo Oriente Próximo. Mas não há outra obra sobre o sofrimento humano à luz da transcendência e bondade de Deus que se aproxime da profundeza teológica da sofisticação literária e aplicação prática do livro de Jó.

 

CARACTERÍSTICAS E TEMAS

O livro trata de uma das perguntas mais antigas da humanidade: “Por que o justo sofre?” Este é o tema do livro. O homem sempre tem indagado por que Deus permite que uma pessoa boa sofra. O drama de Jó oferece uma solução para esse problema. Cremos que ele dá a resposta de Deus. Sempre ficamos confusos com relação ao problema do sofrimento. Muita gente liga o sofrimento ao pecado, inclusive os discípulos de Jesus (Jo 9.2). O livro de Jó dá uma razão inteiramente diferente para o seu sofrimento. Nesse caso, o sofrimento de Jó era uma honra diante de Deus. Deus através do sofrimento de Jó mostrava a Satanás a fidelidade de seu servo, apesar de tudo.

 

A maneira como o livro explora os temas relacionados com o propósito de Deus no sofrimento humano é muito forte e esclarecedor. No prólogo Deus escolhe Jó como um de seus servos mais fiéis e sofredores. Esse sofrimento é o instrumento através do qual Deus vai demonstrar a Satanás até onde vai a fidelidade de Jó. Veja a pergunta de Deus: “Tens visto meu servo Jó?” (1.8; 2.3). Satanás acusa Jó diante de Deus de só lhe ser fiel por receber em troca bênçãos materiais (1.9-11). Satanás prediz que Jó abandonará Deus assim que perceber que não recebe mais bênçãos, mas apenas sofrimento. Essa é a questão que dirige o comovente drama desse livro à medida que Jó perde sua confiança inicial e cai em desespero. Se Jó permanecer fiel a Deus, apesar de todos os sofrimentos e perdas, Deus mostrará a Satanás que ele não passa de um mentiroso e falso acusador.

 

Na história de Jó, o autor retrata o adversário no seu ataque mais ousado e radical contra Deus e o homem piedoso. Quando Deus elogia Jó diante do acusador e dá testemunho da retidão desse homem, Satanás tenta com um só golpe sutil atacar o amado de Deus e também fazer Deus de tolo. Faz a acusação de que a piedade de Jó é na realidade impiedade e iniquidade, já que segundo Satanás, Jó usa a piedade para adquirir riquezas materiais. Quer dizer, Jó engana Deus. Segundo a proposta de Satanás, se Deus permitir que ele tente Jó, rompendo o elo entre a justiça de Jó e as bênçãos recebidas, o homem bom e justo será desmascarado, revelando ser o pecador que realmente é.

 

É o desafio supremo do adversário. Se a piedade do homem consagrado em quem Deus se deleita, puder ser demonstrada como pecado terrível de fato, logo existirá entre Jó e Deus um abismo instransponível de separação. Nesse caso, a própria redenção seria impensável, pois o mais piedoso e consagrado dos homens seria desmascarado e caracterizado como o mais ímpio. Logo ficaria comprovado que todo o plano de Deus na criação e na redenção do homem está cheio de falhas radicais, e a única solução para Deus seria a destruição completa do ser humano.     

 

A TEOLOGIA DE JÓ

Para a teologia do livro de Jó, o comportamento correto diante do sofrimento é o silencio (2.10; 40.4-5). Para os argumentos teológicos, segundo L. Schwienhorst-Schonberger, as respostas às causas do sofrimento são crítica a um antropocentrismo fechado em si próprio; o sofrimento é por culpa humana, faz parte do ser humano, é a forma divina de educar e disciplinar e é aperfeiçoamento da fé dos servos de Deus.

 

O livro deve ser lido primeiro como uma narrativa. A história de Jó é simples. Começa com uma cena no céu e em seguida narra como Jó passou da prosperidade para a pobreza. Segue-se o grande debate entre Jó e seus quatro amigos: Elifaz, o religioso dogmático, muito parecido com um antigo fariseu. Bildade, que procura consolar Jó com banalidades, e Zofar, que se julgava senhor de toda a sabedoria religiosa. Depois vem Eliú, o jovem impetuoso. No final chegamos ao clímax, quando Deus fala. Por fim Jó responde, em humildade de espírito, e o problema se resolve. Esta é a história que o livro narra.

 

Ao debater com os conselheiros insensíveis usados por Satanás para acusá-lo falsamente, Jó diz coisas das quais se arrependerá mais tarde (42.5-6). Ele sabe que os conselheiros estão errados, mas não consegue compreender como uma pessoa piedosa como ele deveria sofrer tanto enquanto os ímpios desfrutam de saúde e prosperidade (12.6).

 

As causas do sofrimento humano são debatidas no livro. Cada um dos personagens apresenta seu entendimento do problema.

 

- O conceito de Elifaz, Bildade e Zofar, é de que os ímpios sofrem por causa do seu pecado e que esse sofrimento é o seu castigo. Jó era grande sofredor; por conseguinte era um grande pecador. Diziam eles: “Acaso, já pereceu algum inocente?” (4.7). No entanto Jó sabia que seu coração era fiel a Deus. Assim, não poderia aceitar a acusação dos amigos. Mostrou-lhes que suas opiniões eram falsas e que os ímpios muitas vezes prosperavam no mundo (24.6).

 

- Eliú tinha uma resposta bem mais acertada para o problema; seu eloquente discurso, porém, foi prejudicado pela presunção. Defendeu Deus e viu nas aflições de Jó a correção de um Pai amoroso. Mas isso não explicava a razão do sofrimento de Jó. Eliú argumentava que o sofrimento era a disciplina de Deus para trazer seus filhos de volta a comunhão com ele. Acreditava que o sofrimento era afligido para guardar-nos de pecar.

 

A pergunta fundamental volta: “Por que Deus permite que os justos sofram?”.

 

- Jó clama das cinzas: “Não posso compreender. Não me parece correto”.

 

- A esposa de Jó, olhando desanimada, exclama: “Alguma coisa está errada. Sua religião é um fracasso. Amaldiçoa a Deus e morra”.

 

- Elifaz acrescenta: “Deus nunca erra. O que você fez para que isso lhe acontecesse?”.

 

- Bildade disse: ”Deus é justo. Confesse seu pecado”.

 

- Zofar falou em seguida: “Deus é sábio. Ele conhece o homem”.

 

- Eliú, profere a palavra mais sábia: “Deus é bom; erga seu olhar e confie nele, pois ele é Deus”.

 

Os amigos de Jó usam a teologia tradicional: “Quem prospera deve ser justo e quem sofre deve ser ímpio”. Embora esta ideia não seja apresentada como principio nas Escrituras, é evidente que os israelitas, em geral, acreditavam nisso. Tal dedução torna-se a base das acusações dos amigos contra Jó. Se o princípio da retribuição é verdadeiro e se Deus é justo, Jó deve ser culpado de crime terrível.

 

Mas como Jó sustenta não ter feito nada para merecer o sofrimento, é forçado a desconfiar da justiça divina. A maior parte dos discursos de Jó é rejeitando as conclusões e sabedoria de seus amigos.

 

Jó deseja levar sua causa ao tribunal. Com sua queixa contra Deus, ele tenta posicionar-se como acusador e colocar Deus no banco dos réus. As práticas divinas devem ser explicadas.  

 

O livro oferece um pronunciamento profundo sobre a questão da teodicéia (a justiça de Deus diante do sofrimento humano). A pergunta formulada pela teodicéia no pensamento grego e no conceito ocidental posterior tem sido: “Como a justiça de um Deus onipotente pode ser defendida na presença do mal, sobretudo do sofrimento humano e, de modo ainda mais especifico, do sofrimento dos inocentes?”. Nessa formulação de pergunta, são deixadas abertas três suposições possíveis:

 

1 – Deus não é onipotente;

2 – Deus não é justo;

3 – O homem talvez seja inocente.

 

Só que o fato de Deus ser onipotente e justo é inquestionável e, homem nenhum pode ser totalmente inocente diante de Deus. A lógica simples dos amigos de Jó ditava a conclusão: o sofrimento de cada pessoa indica a medida de sua culpa aos olhos do Senhor. Para eles essa conclusão parecia inquestionável e satisfatória.

 

Entretanto o que era tão obvio e inatacável de uma perspectiva teológica entrava muitas vezes, como no caso de Jó em tensão radical com a experiência humana na realidade do dia-a-dia.

 

No fim, o adversário é forçado a se calar. Os amigos de Jó, com suas teologias também são silenciados. O próprio Jó, também se vê em silencio. Mas Deus não se cala. Quando fala se dirige apenas a Jó, produzindo neste o silencio do arrependimento pelas palavras ditas nos dias do sofrimento. Depois veio em Jó o silencio confiante nos caminhos de Deus (38.1 – 42.6). Além disso, Deus como amigo de Jó, atende a intercessão dele em favor dos seus amigos (42.80-10).

 

MENSAGEM

O propósito do livro de Jó é explorar a justiça do tratamento que Deus dá aos justos. Isso pressupõe duas direções principais:

 

- Satanás sugere que as bênçãos aos íntegros, pressupõe uma falsa integridade. As bênçãos induzem as pessoas a serem justas por causa do que receberam em troca. Ele sugere que esse argumento pode ser comprovado com a retirada das bênçãos de Deus sobre Jó. O acusador alega que a integridade apenas por amor ao próximo não existe.

 

- A história narrada no livro prova que, a prática da concessão de bênçãos divinas ao homem íntegro não impede o desenvolvimento da verdadeira integridade. Deus não é obrigado a garantir que o íntegro receba benção e somente benção.

 

Deus confiava em Jó, por isso permitiu o sofrimento. Amava-o e deixou que fosse castigado. Quando Jó estava no meio da angústia compreendeu que só o ouro resiste ao fogo. Enquanto Jó era próspero, íntegro e caridoso, corria o perigo da autoconfiança e podia facilmente esquecer que só possuía essas coisas como mordomo de Deus.

 

Depois de todo sofrimento Jó estava pronto para conversar com Deus sobre seu relacionamento com Ele.

 

Deus perguntou para Jó: “Porventura o contender contra o Todo-Poderoso é sabedoria? (40.2)”. A sabedoria do homem para Deus é loucura. Jó respondeu: “Eis que sou vil; que te responderia eu? A minha mão ponho à boca” (40.4).

 

Deus continua a conversar com Jó até que ele cai em si e diz: “Bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido. Quem é este, que sem conhecimento encobre o conselho? Por isso relatei o que não entendia; coisas que para mim eram inescrutáveis, e que eu não entendia. Escuta-me, pois, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me ensinarás. Com o ouvir dos meus ouvidos ouvi, mas agora te veem os meus olhos. Por isso me abomino e me arrependo no pó e na cinza” (42.2-6).

 

Jó provou ser falsa a declaração de Satanás de que os filhos de Deus só o servem por motivos interesseiros. Agora o próprio Jó fala: “Bem sei que tudo podes, e nenhum dos seus planos podem ser frustrado” (42.2). Depois vem a grande confissão: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus lhos veem. Por isso me arrependo no pó e na cinza” (42.5,6).

 

Essa é a vitória da fé submissa. Quando nos curvamos à vontade de Deus, encontramos seu caminho. Incline-se para vencer; curve-se para obedecer. Essa é a lição de Jó.

 

SATANÁS ENTRE OS FILHOS DE DEUS

Em Jó 1.6, os “filhos de Deus” se apresentam diante do Senhor. Os “filhos de Deus” são seres angelicais, os mensageiros de Deus. O mistério é o fato de Satanás estar no meio deles. Satanás também é um ser angelical, mas decaído. Nada sugere que estivesse fora de lugar ou que tivesse entrado de forma forçada na sala do Senhor.

 

Satanás o adversário é apresentado com grande clareza e representa um ser real, e não imaginário. Não podemos deixar de contrastar o Satanás do livro de Jó com a figura grotesca, descomunal e terrível apresentada pelos poetas. A Bíblia diz que Satanás se transforma em anjo de luz para enganar e tentar (2C 11.14).

 

Satanás podia trazer as hostes de sabeus e caldeus para roubarem os bois, jumentos e camelos de Jó (1.13-17); pode destruir as ovelhas por meio de raios, fazer o vento matar os filhos de Jó e até ferir Jó com chagas. Contudo temos de saber que mesmo Satanás tendo grande poder, há limites impostos por Deus para ele. Apenas Deus tem o poder total, sem limites nem quem o limite. Satanás só pode ir até onde Deus permite (1.10). Satanás não é controlado por Deus, mas não pode agir onde não houver permissão do Senhor.

 

CONTESTAÇÕES AO LIVRO

Não há duvida de que a forma de Jó que possuímos atualmente tem a estrutura unificada de uma composição literária. No entanto, muita especulação foi feita quanto ao processo envolvido na produção da obra. Os críticos literários logo consideraram determinados trechos acréscimos posteriores. Destacam-se os discursos de Eliú (caps. 32 – 37), a canção à sabedoria (cap. 28), o segundo discurso de Javé (40.6 – 41.34), e o prólogo e o epílogo em prosa.

 

A parte mais contestada é a que contém o discurso de Eliú. Alguns estudiosos comentam que Eliú não é mencionado entre os amigos nem no epilogo e alegam que ele não acrescenta nada ao debate. Há bons motivos para Eliú ser omitido dos trechos narrativos do livro. No prólogo, ele não seria mencionado por sua falta de posição social. Ao se apresentar no capítulo 22, ele deixa claro que não era um dos sábios reconhecidos; era um aluno se atrevendo a repreender seus professores por falta de discernimento. O fato de Eliú não ser mencionado no epilogo pode ser explicado por ele não ter cometido nenhuma ofensa na resposta a Jó. Os outros amigos aconselharam Jó a confessar pecados desconhecidos ou irreais para amenizar a divindade irada.

ESBOÇO DO LIVRO DE JÓ

Introdução 1.1-2.13

Jó é consagrado e rico 1.1-5
Satanás desafia o caráter de Jó 1.6-12
Satanás destrói as propriedades e os filhos de Jó 1.13-22
Satanás ataca a saúde de Jó 2.1-8
Reação da esposa de Jó 2.9,10
A visita dos amigos de Jó 2.11-13

I. Diálogo entre Jó e os seus três amigos 3.1-26.1

Clamor de desespero de Jó 3.1-26
Primeiro diálogo 4.1-14.22
Segundo diálogo 15.1-21.34
Terceiro diálogo 22.1-26.14

II.Discurso final de Jó aos seus amigos 27.1-31.40
III. Eliú desafia Jó 32.1-37.24
IV. Deus responde de um remoinho 38.1-41.34
V. A resposta de Jó 42.1-6
VI. Parte histórica final 42.7-17

 

FONTES:

Bíblia de Estudo de Genebra – Ed. SBB

Bíblia de Estudo Nova Versão Internacional (NVI) – Ed. Vida

A Bíblia Em Ordem Cronológica – Ed. Vida

Módulo I de Teologia da Faculdade Teológica Betesda – Ed. Betesda

Módulo de Teologia do Instituto Teológico Quadrangular – Ed. Quadrangular

Bíblia Thompson – Ed. Vida

Panorama do Antigo Testamento – Andrew E. Hill & J. H. Walton – Ed. Vida

Estudo Panorâmico da Bíblia – Henrietta Mears – Ed. Vida

Pequena Enciclopédia Bíblica – Orlando Boyer – Ed. CPAD

Dicionário Bíblico – João Batista Ribeiro Santos – Ed. Didática Paulista

Bíblia Plenitude

 

 J. DIAS

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